Mulheres para a Ciência

O progresso científico e tecnológico transforma o mundo contemporâneo e a vida na terra de forma cada vez mais acelerada. Para dar conta dos crescentes desafios enfrentados pelas sociedades – seja nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento – um crescente número de cientistas, engenheiros, tecnólogos, técnicos, profissionais da saúde e da educação científica e tecnológica, dentre outros, se faz necessário. Juntos, estes profissionais poderão contribuir para enfrentar os grandes desafios hoje colocados, buscando para os mesmos soluções sustentáveis que permitam o desenvolvimento humano e a sustentabilidade do planeta. Dadas estas necessidades, devem ser oferecidas aos homens – e às mulheres – amplas oportunidades para o ingresso e exercício pleno em carreiras nas áreas de ciência e tecnologia.

Mas ao tempo em que as mulheres constituem metade da humanidade, mesmo em países em que elas conquistaram acesso amplo ao ensino superior, o número de mulheres estudando matemática, física e engenharia – dentre outras carreiras tecnológicas – longe está de ser equitativo ao de homens. Mulheres talentosas e capazes acabam por ser, na maior parte das vezes, afastadas destas áreas e as que persistem, normalmente se vêem isoladas e marginalizadas. Como resultante, a participação das mulheres cientistas e engenheiras na força de trabalho global continua profundamente limitada, com as que labutam na área dificilmente chegando às posições de cume hierárquico na carreira.

A ABC tem de longa data se preocupado com esse tema. Para fortalecer sua atuação nesta área, a ABC constituiu o Grupo de Estudos sobre Mulheres na Ciência. Reunindo proeminentes cientistas brasileiras, este grupo tem como desafio realizar ações que contribuam para a construção de um ambiente mais inclusivo às mulheres na Ciência brasileira.